Quem realmente é o barista?

Às vésperas do nosso curso de barista, resolvemos levantar uma questão: você sabe realmente o que ele faz? Uma rápida pesquisa no Google mostra que é “um profissional especializado em cafés de qualidade e trabalha criando novas bebidas baseadas em café, utilizando-se de licores, cremes, bebidas alcoólicas, entre outros”.

Isso não é muito difícil de imaginar. Quase todo #coffeelover sabe disso. Então, queremos ir mais fundo para explicar a profissão.

Vamos começar pela origem da palavra. Em italiano barista nada mais é do que um atendente de bar. Meio óbvio, né? Outra curiosidade: se for homem é baristi, se for mulher é bariste, o termo que conhecemos (barista) é o plural.

Antigamente o barista era só isso mesmo: um barmanbartender ou outro nome que você preferir chamar – treinado para trabalhar com drinks alcoólicos e alguns outros com café. O nome só ganhou outra conotação quando a cultura de cafés especiais estourou, em meados dos anos 80 e 90.

O barista, então, virou uma espécie de sommelier do café. A diferença é que ele tem autoridade e conhecimento para criar novas receitas para a bebida, seja espresso, capuccino, coquetel ou outras. Já o sommelier é apenas conhecedor dos diversos tipos de vinho existentes.

A profissão demorou um pouco para chegar ao Brasil. Só apareceu por aqui no início nos anos 2000 e cresceu à medida que as cafeterias especializadas em café especial cresceram. E apenas em novembro de 2015 é que foi regulamentada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Agora, para ser um barista, é necessário ser maior de 18 anos, ter ensino médio completo e fazer um curso de especialização na área.

Tudo só para fazer um café? Não! Para encontrar a xícara perfeita.

O barista é capaz de diferenciar um café de qualidade de um café comum. Ele conhece todo o processo de produção à fundo: desde o cultivo do grão e beneficiamento, passando pelo processamento, torrefação, a moagem adequada, temperatura e quantidade de água necessária, etc. Além disso pode trabalhar tanto em cafeterias criando cardápios e novas receitas, quanto para empresas da indústria cafeeira prestando consultoria de análise de grãos.

Viu como vai muito além de apenas “fazer café”?

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